8 de jul de 2012

LIÇÕES DE UM INOCENTE

Um dia numa época de crise, Roger estava com dificuldade financeira, por isso não ia poder ver seu filho no final de semana. Então, ligou para ele e disse que teriam que esperar, para se verem no próximo final de semana.

O garoto surpreendeu seu pai dizendo: – Eu posso usar o dinheiro da minha mesada; que você me deu.

Roger respondeu de forma automática e infeliz: – Não filho, esse dinheiro é para você se divertir com seus amigos e comprar suas coisas, como o seu notebook, que você tanto quer.

Aí, o garoto reclamou: – Ah, então eu não quero mais mesada. Se esse dinheiro não pode trazer você, então não preciso dele. O notebook não é importante.

Comovido, Roger pediu desculpas ao filho e completou: – Tudo bem então, se eu não conseguir o dinheiro necessário aceito a sua proposta.

Chocado com a lição de moral que a criança lhe deu, Roger se esforçou e conseguiu o montante que precisava para ir vê-lo.

Lutou, e o garoto não precisou usar suas economias naquele final de semana, para poder estarem juntos.

Por um momento, Roger achou que havia feito o certo, mas o que decorreu, em consequência da sua atitude aparentemente heroica, mas controversamente estúpida, o chocou mais uma vez. Seu filho – que naquela época estava com oito anos – passou a ter completo desprezo pelo dinheiro, e mesmo que Roger continuasse lhe dando mesada e até mesmo aumentado o seu valor, o garoto ainda se mantinha desinteressado pelo valor do dinheiro.

Somente dois meses depois, é que Roger se deu conta do que havia feito.

Felizmente, pode consertar seu erro.

Roger simulou que estava novamente sem dinheiro e com dificuldade para ver seu filho novamente no fim de semana seguinte.

Desta vez, o menino nem se lembrou de falar sobre suas economias. Não com medo do pai não aceitar, mas porque já havia esquecido o verdadeiro valor do seu dinheiro.

Quando Roger disse ao filho que não poderia vê-lo no fim de semana, tudo que ouviu foi o lamento do menino dizendo: – Ah! Que chato!

Isso o surpreendeu mais uma vez. Roger achou que seu filho o ofereceria suas economias novamente, mas não, ele simplesmente às esqueceu.

Logo após lamentar, o garoto se calou aborrecido.

Então Roger o perguntou: – Você ainda tem aquele dinheiro guardado?

E finalmente, foi aí que o pai consegui consertar o seu erro. Naquele fim de semana Roger tinha dinheiro bastante para curtir e gastar de monte com seu filho, mas não fez desta forma. Usou apenas as economias do filho para ir até ele; e passaram o fim de semana juntos, brincando numa praia.

Eles se divertiram muito brincando com tronquinhos de madeira que as ondas rolavam sobre a areia, polindo-os e esculpindo-os em variados formatos.

Surpreendentemente, foi um dos melhores fins de semana que tiveram.
O menino havia recuperado a visão do real valor do dinheiro e Roger finalmente aprendido o mesmo; uma lição de filho para pai.



O dinheiro não tem seu real valor cotado em si, mas em nossas decisões ao fazer uso desse elemento.

O bem maior que podemos alcançar com o dinheiro é um momento e não necessariamente o bem material.

O valor real do dinheiro é o benefício que ele nos proporciona, cotado em momentos de satisfação.

É claro que um bem material, como uma casa ou um iate, nos proporciona muitos momentos especiais, portanto, ao pensar em adquirir um objeto devemos pensar na qualidade dos momentos que este objeto pode nos proporcionar, ou até mesmo nos impedir de realizarmos bons momentos.

3 comentários:

  1. Boa tarde Marcelo, bonita atitude e texto! Parabéns!Abraços, e uma ótima semana!

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  2. Muito bom ! Foi uma bela lição para os dois ,um aprendeu para que serve o dinheiro e o outro a generosidade.
    Um abraço parabéns.

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  3. Obrigado Vanice. Obrigado Roberto.

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